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Exames atualizados de rastreio do colo do útero

  • 9 de fev.
  • 2 min de leitura

O rastreio do câncer do colo do útero é um dos maiores avanços da medicina preventiva e, quando feito da forma correta, permite identificar alterações antes mesmo que elas se tornem um problema sério. Hoje, contamos com exames mais modernos, eficazes e seguros, que aumentam muito a chance de diagnóstico precoce e prevenção.


O exame mais conhecido é o Papanicolau, também chamado de colpocitologia oncótica. Ele avalia as células do colo do útero e consegue identificar alterações que podem evoluir para câncer. Atualmente, é indicado iniciar o rastreio aos 25 anos para mulheres que já tiveram relação sexual, com repetição a cada três anos após dois exames normais consecutivos.


Com o avanço da ciência, o teste de biologia molecular para o HPV ganhou destaque. Esse exame detecta diretamente o vírus HPV de alto risco, principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero. Ele é mais sensível do que o Papanicolau para identificar risco de desenvolvimento de lesões e câncer de colo uterino. Quando negativo, permite intervalos maiores entre os exames, geralmente de até cinco anos. Por isso, tem sido cada vez mais recomendado a partir dos 25 anos.


Outra estratégia bastante utilizada é a dupla testagem, que associa o Papanicolau ao teste de HPV. Essa combinação aumenta ainda mais a segurança do rastreio, reduzindo a chance de lesões passarem despercebidas e permitindo um acompanhamento mais tranquilo quando os resultados são normais.


A prevenção do câncer de colo uterino é baseado em uma tríade: vacinação para o HPV, rastreio de alterações do colo uterino com papanicolau e biologia molecular para HPV e tratamento das lesões precursoras de câncer de colo uterino (NIC 2 e 3).


A escolha do melhor exame depende da idade, do histórico de saúde, de exames anteriores e de situações específicas, como imunossupressão ou alterações prévias. Por isso, o rastreio deve sempre ser individualizado. Vale lembrar que mesmo exames normais não substituem a avaliação médica diante de sintomas como sangramento fora do período menstrual, dor ou corrimentos persistentes.


Manter os exames em dia é um cuidado simples que salva vidas e faz toda a diferença na saúde ginecológica ao longo dos anos.

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Dr. Heitor Rodrigues

CRM/SP 120.966 │ RQE 50.380

 
 
 

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